
Desde 2009, Lohan vem escrevendo uma trajetória marcada pela ousadia e pela reinvenção. Sem se limitar a seguir regras, o artista trans prefere criar as próprias, explorando linguagens e formatos que mesclam teatro, cinema, performance e, agora, música.
Sua jornada começou nas telas, em produções como Meninos que não vão para o céu 3, Hemilly – Uma lição de vida, Traços da lei, Guardiões do livro e Filhos do arco-íris. No teatro, brilhou em peças como Nem tudo o que reluz é ouro, Tribobo City, O Bem Amado e, mais recentemente, A missão secreta de Tom Rylver, sob direção de Moisés Bittencourt.
Ao longo da carreira, buscou aprimoramento com nomes consagrados da TV e do cinema, entre eles Narjara Turetta, Andréa Avancini, Luciana Coutinho, Lincon Vargas, Matheus Solano, Déo Garcez, Anselmo Vasconcellos e Alexandre Milewicz. Mas Lohan nunca se prendeu a um único formato. Há quatro anos, apresenta sua personagem Hemilly Lohana no quadro de artistas Drag Queen da Parada Gay de Sepetiba, unindo performance, transformação e autenticidade.
Agora, Lohan abre mais um capítulo em sua trajetória: a música. Estudando canto e se aproximando da MPB, o artista revisita clássicos e até sucessos pop dos anos 90, dando a cada interpretação sua vivência e sua verdade. “Acredito que a música, assim como a vida, é feita para ser sentida e não moldada”, afirma.
Singelo, criativo e sem medo de parecer “estranho” — termo que ele mesmo abraça como parte de sua identidade artística — Lohan representa a nova geração de artistas trans que não apenas lutam por espaço, mas também celebram e expandem a arte em todas as suas formas.
—
